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Diabetes: Projetada como uma das maiores epidemias da história humana.

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Somente nos últimos tempos vimos doenças nesta escala.

Em nossa história temos registros de algumas epidemias que mataram milhões de pessoas, mas a diabetes como uma delas é algo novo. Atualmente, a diabetes é considerada pelos epidemiologistas como uma das maiores epidemias mundiais do século XXI e um problema de saúde pública, tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento. 

Vivemos um momento em que o aumento excessivo da doença supera o esperado, na qual a combinação de obesidade e diabetes tipo 2, provavelmente será a maior da pandemia da nossa história1. Somente em tempos recentes vimos doenças nesta escala, mas hoje existem amplas evidências sobre a viabilidade da prevenção, tanto da doença como de suas complicações crônicas.

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Um assassino silencioso

Diabetes é uma doença silenciosa e possui três tipos: tipo 1, tipo 2 e a diabetes gestacional.

Com causa desconhecida, a tipo 1 necessita da administração diária de insulina para sobreviver, concentra entre 5 e 10%2 do total de pessoas com a doença e aparece geralmente na infância ou adolescência.

Já a tipo 2 geralmente é resultado de obesidade e sedentarismo, sendo o tipo que mais cresce em todo o mundo, responsável por aproximadamente 90% a 95%3 de todos os casos diagnosticados de diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Os altos níveis de açúcar no sangue podem levar a doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, cegueira, insuficiência renal e amputações, entre outros. 

Diabetes gestacional é uma condição temporária que indica o aumento de glicose no sangue, o histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de Diabetes Tipo 2. O controle da diabetes gestacional é feito, na maioria das vezes, com a orientação nutricional adequada.

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O lado amargo do doce

A Organização Mundial de Saúde estima que o número de pessoas com diabetes em todo o mundo cresceu cerca de 300% de 1980 a 2014, atingindo 422 milhões4

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No Brasil, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS)7, mais de 16 milhões de adultos sofrem de diabetes e 72 mil pessoas morrem por ano em função da doença. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelou que o número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 20168

O gráfico abaixo ilustra o crescimento da diabetes no Brasil até o ano de 20309:

 

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Link entre obesidade e diabetes

A questão é por quê? Diabetes nunca foi um dos assassinos épicos da história e vem crescendo em escala nos últimos tempos. Como chegamos aqui?

Sabemos que existe uma relação muito estreita entre a obesidade e a diabetes tipo 2, sendo considerada pela OMS, a causa principal para o aparecimento da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a obesidade como uma das doenças que mais atinge a humanidade. A projeção é que em 2025 cerca de 2,2 milhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. No Brasil, as projeções são igualmente alarmantes: Mais de 50% da população está acima do peso. Entre as crianças, esse índice é de 15%10

 

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O que podemos fazer?

Mais importante ainda do que identificar como chegamos aqui é projetar o que vamos fazer com isso.

A Optum acredita que pode ajudar o sistema de saúde a funcionar melhor para todos, consequentemente ajudar as pessoas a viverem de forma mais saudável e feliz. Em nosso portfólio oferecemos soluções únicas e integradas para ajudar no gerenciamento da saúde populacional, incluindo a prevenção. 

Já em pacientes diagnosticados com diabetes, nossa solução Gestão de Condições, voltada à identificação de indivíduos em condições crônicas, permite a melhora na qualidade de vida dos usuários, fornecendo os recursos certos, no momento certo, para se apropriarem de sua saúde. 

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Fontes:

1. Clinical Diabetes and Endocrinology. Diabetes and its drivers: the largest epidemic in human history? January 18, 2017. 20173:1 DOI: 10.1186/s40842-016-0039-3. Acesso em 07/07/2017: https://clindiabetesendo.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40842-016-0039-3.

2. Site da Sociedade Brasileira de Diabetes - http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes. Acesso em 19/10/2017.

3. Site da Sociedade Brasileira de Diabetes - http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes. Acesso em 19/10/2017.

4. World Health Organization. Global Report on Diabetes. 2016. Acesso: http://www.who.int/diabetes/global-report/en/ em 29.08.2017.

5. International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas 7th Edition- Across the globe. Accessed at: http://www.diabetesatlas.org/across-the-globe.html em 08.29.2017.

6. Cadernos de Atenção Básica, Ministério da Saúde, Brasília, 2013.  Acesso em 10/10/2017. : http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_36.pdf

7. http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/oms-diz-que-mais-de-16-milhoes-de-brasileiros-sofrem-de-diabetes, Agência Brasil, 06/04/2016. Acesso em 16/10/2017.

8. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Vigitel-Brasil 2011: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília, 2012.

9. Cadernos de Atenção Básica, Ministério da Saúde, Brasília, 2013.  Acesso em 10/10/2017. : http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_36.pdf

10. http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/mapa-obesidade. Mapa da Obesidade – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Acesso em 16/10/2017.